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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

FEITIÇO DO AMOR

Teu olhar profundo e teu sorriso meigo me enfeitiçaram.
E só descobri isso na manhã de hoje.
Por que demorei tanto para olhar para ti e visualizar
a tua face iluminada que refletiam tua pureza?

 Quando me disse que havia se apaixonado,
 a adrenalina não me deixou repousar.
 Meu desejo era sair correndo pelas ruas e
 gritar, gritar, gritar...

 Não vejo a hora de me deitar ao teu lado,
 olhar no fundo dos teus olhos,
 acariciar teu corpo quente
 e matar minha sede com teus beijos.


Julio Carrara 

sábado, 1 de setembro de 2012

SOMOS DOIS E SOMOS UM

Eu mergulho na profundeza do meu ser
e vejo que tu estás onde estou.
As tuas alegrias estão
onde estão as minhas alegrias.
As minhas lágrimas estão
onde estão as tuas lágrimas.
Somos estrelas próximas e distantes,
vivendo da mesma energia,
girando na mesma órbita,
iluminando-se da mesma luz,
aquecendo-se do mesmo calor.
Por isso eu estou onde estás...
Tu estás onde estou.
Somos dois e somos um.
Somos duas flores
vivendo no mesmo galho.

Julio Carrara 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

ESPERA

Beijos e lágrimas se misturam.
Tortura-me com essa ausência
Espera que não tem fim.

E aqui estou eu novamente
olhando para o futuro
e me vendo sem você
Tentando tirar suas
impressões do meu coração.

Ainda que a tenha
em meus braços,
saberei que é só ilusão


Julio Carrara 

ESTRELAS

Busco no vazio
aquilo que só você tem
Hoje quero ser teu espelho
refletir os teus desejos

Pequenas bolhas de vida
que nos empurram para o amor
Imagens que nos fazem delirar
Entre as estrelas da noite
eu quero a mais brilhante


Julio Carrara 

AQUELE OLHAR

Es feita da materia 
que os sonhos são feitos
Traz consigo a docura
desse olhar melancolico
e desse sorriso encantador
que me embriaga e me fascina

Onde quer que esteja
quero que saibas que
nunca te esquecerei
e  para sempre
vou lembrar
vou me lembrar


Julio Carrara 

BEIJO

Sinto o beijo
umido e quente
que tempera
a temperatura do tempo

Beijo que nasce
do silencio incerto
da culpa

Linguas que bailam
na musica silenciosa
do amor

Picante
Vermelho

Teu corpo arido tal qual
a areia do deserto
queima minha pele
e me faz sonhar

Teus beijos são como
o oasis
que em meio a
luxuria
matam a minha sede


Julio Carrara 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

ECOS DA ALMA




Esse é o título da antologia de poemas que a Andross Editora está publicando. Tenho a honra de participar da antologia com um de meus poemas. Estou muito satisfeito, orgulhoso e com o coração na boca, pois é a primeira vez que tenho um trabalho de minha autoria publicado. Vai ser ducaralho.

domingo, 16 de agosto de 2009

BRILHO ETERNO

Há um mês
quando tudo começou
onde morri de amor
mas continuei vivendo

Pra você e
por você
sou teu
eternamente teu

Te amo como nem sequer
posso descrever
porque as palavras estão traduzidas
no brilho dos meus olhos e na
sinceridade do meu sorriso

Julio Carrara 

sexta-feira, 27 de março de 2009

PARAÍSO ARTIFICIAL

Por diversas vezes
Fiquei te observando ao longe
Sem que você percebesse
Aguardando um telefonema,
Uma mensagem, um sinal
Que não chegava

Buscava desesperadamente
Em outros olhos, os seus olhos
Em outros corpos, o seu corpo,
Em outros braços, os seus braços
Em outras bocas, a sua boca
E em outros sexos, o seu sexo


E quando te reencontrei
Foi-se embora a sensação de abandono
Quando você me abraçou
Me senti protegido
Ao sentir o seu calor
E sua pele alva e macia
Roçando o meu rosto.


Sei que acabou
Talvez não tenha mesmo mais volta
E é inútil tentar qualquer coisa
Só quero que saiba que
Mesmo que me case, tenha filhos
E viva num paraíso artificial
Quando for um velho de cabelos brancos
De você nunca me esquecerei, pois
Fui, sou e serei para sempre teu

Para sempre teu
Para sempre teu
Para sempre teu



Julio Carrara 

terça-feira, 17 de março de 2009

DESILUSÃO

mais uma noite em meu quarto
me dirijo até a janela aberta
e novamente estou a procurar as estrelas
onde vejo o brilho de teus olhos

sopra o vento e em desordem
surgem as palavras ditas quando nos amamos
frases ditas com o coração
eternizado no tempo
vivido pelo momento

localizo a lua
ela esta a esbanjar seu encanto
em meus olhos lágrimas que refletem lembranças
lembranças vindas do coração
ja é tarde da noite
ainda estou a chorar
lembro de ti
esqueço de mim
estrelas e seu encanto
sua beleza e sua distância

nuvens começam a se mover
lentamente acompanhando o sopro do vento
trazendo sua imagem a tona
mais uma lagrima se revela
toco em meus lábios
e a tormenta dos teus beijos me traz saudades
eramos dois
dois lados da mesma moeda
novamente o vento sopra
o tempo passa
e nas nuvens outra imagem se forma
ofuscando do brilho das estrelas
ainda é madrugada
volto a deitar na cama
e na televisão desligada
passam os filmes em que vivi
no rádio ainda que com apenas as horas
ouço nossas melodias
é tua voz me dizendo o que quero ouvir


por um instante respiro fundo
e volto a chorar sozinho
forço-me a deitar e tentar te esquecer
esquecer cada paisagem perfeita da qual teu rosto fez parte
apagar as linhas de musicas
e tentar apagar as estrelas do céu
mas é tudo em vão
os filmes não param de passar

torno a me perguntar e novamente sem respostas
penso em te ligar
procuro novamente a janela
me entrego à brisa fria da noite
e nessa brisa sinto arrepio
como os que você me causava

sinto te esperar
sinto te dizer
as estrelas se despedem
a lua retorna ao seu recanto
e o sol nasce para mais um dia
onde as tardes a me mudar
se tornam noites frias a te esperar

o sol traz o calor da esperança
a vontade de viver
viver por amor
viver por viver
e mais um dia começa
e mais uma noite virá
uma noite sem fim que se repetirá
ao menos que consigamos nos expressar


Julio Carrara 

sábado, 21 de julho de 2007

O VAZIO DO MUNDO

Medo.
Angústia.
Tristeza.
Depressão.
Vazio.

O grande vazio.
O Vazio do Mundo.
A Morte do Planeta.
O amor não correspondido.
O ódio corroendo a Humanidade.

Poesias, poesias, poesias...
e de que adianta tudo isso?
Sem eco, sem som, sem vida.
Foi-se a fome, a sede e o cansaço.

Apenas a vontade de me enfiar
num buraco e nunca mais sair.
Sinto-me só e com dores
no corpo e na alma.


Julio Carrara 

terça-feira, 19 de junho de 2007

ORGASMO DOS DEUSES

Na penumbra, deitado ao seu lado, me debrucei
sobre ti para lhe desejar boa noite.
Estremeci quando senti o perfume
que exalava de seus lábios rosados

Não resisti a tentação e colei meus lábios aos seus
mesmo sabendo que poderia não ser correspondido
Fiquei embriagado com aqueles lábios macios
e através deles me entreguei aos seus encantos

Para minha surpresa, você me aceitou
Nossas bocas sedentas nos desvendavam
em silêncio, sem pronunciarmos uma palavra
exceto pela nossa respiração ofegante
e pelo bater descompassado dos nossos corações
Minhas mãos percorriam aquele corpo quente
e com a ponta dos dedos tateava sua pele alva

Coloquei a mão sobre o seu sexo
Meus dedos ficaram úmidos
Levei-os até a boca para sentir o gosto
e depois até as narinas que traduziam
o aroma dos seus desejos

Nossas mãos se movimentavam freneticamente
Os gemidos aumentavam gradativamente
Até explodirmos num orgasmo dos deuses

Existem coisas que não conseguimos falar
Palavras, muitas vezes, não são suficientes
Para expressar tudo o que realmente sentimos
Não se trata apenas de uma noite de prazer
É mais, muito, muito, muito mais...

Quero me enroscar novamente no teu corpo
Mergulhar nos seus lábios e me perder
Entre um milhão de beijos.

Julio Carrara 

quinta-feira, 14 de junho de 2007

ASSASSINEI A AURORA

Assassinei a aurora quando ela surgiu no céu.
Despertou em mim uma ânsia doentia
de aniquilar os projetos sujos
da sabedoria suburbana

São progressos regressivos a todos
Quase julgam cientistas e visionários
Nesta sujeira pairada sobre o árido fracasso
submergimos o fim em nossas frentes

Somos a maioria e nada podemos fazer
Fugi dos bosques frutíferos e das árvores alucinadas
A evolução chegou tão feroz
que eu nem percebi

O progresso é o futuro
O progresso é a fome
O progresso é a morte


Julio Carrara 

ATROZ

Lobos ruivantes no êxtase da imaculada noite
nas espreitas observam a lua de diamante
No cume da montanha há um palácio exilado
com altares de ouro e desgraus de safiras

Requintados são seus aposentos
A fachada coberta de terra e limo
Uma rústica arquitetura medieval

A rainha pratica joguinhos obscenos
com as crianças insanas
presas em calabouços sinistros

O campo é celestial
e há um labirinto que me conduz até você
O que fazer no submisso solo vegetal?

Me estirar em folhas secas se neste
arido amor ártico
Me perdi na simetria do amanhecer

Julio Carrara 

MÁSCARAS

Foi do alto que eu vi a Terra em preto e branco
Com chagas funestas e doenças venéreas
E este novo mundo vil
Se esconde na noite eterna

Não voltarei a entrar nesta mórbida decadência
Com estes seres que se julgam inteligentes com tua intelectualidade
Nos transformando em animais
De tuas próprias ganâncias


Julio Carrara 

TEU FÉRETRO

Tu partiu para nunca mais voltar
Não se despediu, apenas me abandonou
Foi conversar com os arcanjos
Estou aguardando o nosso encontro
Pobre encontro fúnebre.
Dei-lhe flores e um leito
Me pus a chorar na tua frente
pela primeira e última vez
Não sentirei mais o teu calor
Não verei mais os teus olhos
Vou me embriagar até vomitar
E depois dormir e te encontrar em meus sonhos
Para depois
Agonizar em uma profunda agonia
Tentar contornar minha minha tristeza
E esperar a morte


Julio Carrara 

MUNDO ESTRANHO

Nas ruas por onde passamos
Ficou integralmente a nossa história
Um tempo único
Para te amar

É um vício de contigo estar
Nas vésperas da solidão
Procuramos amores falsos
Um olhar excedente
As janelas trancadas
E as angústias abertas

Tua incompreensão foi excêntrica
É difícil saber quem nos ama
Milhares de vezes passei em vão

É nascer e morrer
É romper barreiras
de um mundo estranho
É submergir esperanças famintas
e ser manipulados como fantoches
E assim esperamos sobras de amor


Julio Carrara 

LOBO GUERREIRO

Prepara-se o combatente
Lobo da noite
Com tua legião de guerreiros
As estrelas escurecem
por entre as nuvens
E a lua a luzir o teu caminho
No selvagem bosque dos mortos
Estrelas errantes
Cavalos galopantes
Com voracidade
Esconde tua sina
Repleta de fascinação
Com amores escondidos
No peito
Ou amores escondidos
No coração

Julio Carrara 

JARDIM DE PEDRA

Subi em uma hora inusitada
Caminhos estreitos e tortuosos
A solidão era fatal

As sombras como trevas me assustavam
Na vasta jornada encontrei jardins abertos ao céu
Com rosas vermelhas mortas
e espinheiros vivos

Com garras afiadas me feriram com dor
Roubei o amor
e conheci os teus desejos

A carcaça se perdeu no pó
Está a carne deitada à aurora
Se foi agora para um dia regressar com teus sonhos ancestrais
que morrem e nascem a todo momento


Julio Carrara 

quarta-feira, 13 de junho de 2007

SONO OU SONHO?

Na alta hora
A madrugada bela
Esperamos o sono
E junto o sonho

Estimulamos-o segui-los
Os signos invadem o destino
Fui conquistado e não conquistei

O tempo está passando e não podemos resistir
Os inimigos são mais fortes
E tua imagem insensata
É um abismo para o meu amor

O espelho reflete o medo turbulento de amanhã
Por trás pode estar a morte
Ou a ânsia de viver


Julio Carrara