sexta-feira, 27 de julho de 2007

EH, VIDA BESTA!

Ontem estava um frio terrível. Ensaiei o dia todo, e tô sem net em casa. Tive que me locomover até uma lan-house para verificar e-mails, orkut, msn e essas merdas todas que consomem o tempo da gente. Poderia estar em casa focado no meu novo texto, mas, não... estava conversando virtualmente.
Há uns dois anos atrás escrevi um seriado futurista que tinha como tema a ficção-científica e a fantasia. Estudei um ano todo pra conseguir entender o que era aquela porra de ficção-científica... os episódios já estão todos escritos e só precisando de alguns retoques, mas só farei isso quando alguma emissora de tv quiser mostrá-lo. infelizmente será uma produção muuuuuuito cara.
Dei uma rapida olhada em alguns episódios daquele calhamaço de quase 3000 laudas e comecei a refletir sobre todo esse virtuosismo: quando estamos diante de alguém, não nos comportamos da mesma maneira que nos comportamos via internet. Na net, posso fingir, omitir, marcar trepadas, criar um personagem, enfim, fazer o diabo... mas as coisas mudam de figura quando estamos frente a frente com determinada pessoa.
Ultimamente minha vida anda tão sem graça... vivo com um nó na garganta, uma sensação imensa de abandono, precisando de um abraço forte, de colo, de proteção. Tô sem tesão pelas coisas belas que a vida oferece. Se eu pudesse, ficaria deitado o dia todo.
Penso em talvez abandonar o teatro, trabalhar em algo que me dê muita grana e ser infeliz para sempre.
Mas tenho uma outra opção: colocar uma mochila nas costas, jogar fora todos os meus documentos, pegar estrada e desaparecer para sempre. Deixarei, talvez, algumas lembranças, como este blog, uma porrada de textos bestas e uma biblioteca.
Enfim... é a vida.

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